Chuvas são mal distribuídas
19/01/2018 - 14h21 em EMPRESARIAL

Precipitações dentro da média são fundamentais para o bom desenvolvimento da soja

O grande fiel da balança na agricultura, apesar de toda a tecnologia existente, é o clima. E para a safra de verão é importante não faltar chuva. Com relação à soja, em algumas localidades a precipitação está satisfatória, em outras nem tanto.

Tudo por conta de um motivo. “As chuvas aqui no norte do estado, na nossa região de Carazinho, não são homogêneas. Pode ser que chova em certo local e em outro distante apenas cinco quilômetros não seja registrada precipitação. É isso que temos percebido nesta safra de verão 2017/2018 na região”, explica Igor Jonas Pereira da Silva, engenheiro agrônomo da Cotrijal em Carazinho.

Segundo a avaliação do profissional, em dezembro a chuva foi abaixo da média histórica. No dia 1° de janeiro, aconteceu uma precipitação de 40 a 50 milímetros, considerada boa para as lavouras. Depois, mais um período de cerca de 12 dias sem chuvas. Uma precipitação baixa foi registrada no último final de semana.

Na segunda-feira (15), mais uma chuva. “Essa precipitação da segunda-feira foi boa. Mas é preciso destacar que mais aqui em Carazinho. Em propriedades em direção a Não-Me-Toque praticamente não houve precipitação. Ou seja, algumas localidades da nossa região estão com falta de chuva”, avalia Silva.

Chances de produtividade

O agrônomo relata que ainda é muito cedo para arriscar uma estimativa de perdas nas lavouras de soja por conta das chuvas mal distribuídas. “De um modo geral a soja está conseguindo se desenvolver. A maior parte das áreas estão em fase de floração e algumas já estão na formação de vagem, que é um período crítico, se faltar chuva haverá perdas. Porém, não temos uma estiagem e ainda é cedo para tentar estimar perdas. A soja apresenta um bom potencial e se chover adequadamente a partir de agora poderemos ter uma boa produtividade”, cita.

Pragas e doenças

Além do clima, outra preocupação do produtor rural é com as pragas e doenças na lavoura. “Esse clima quente e com chuvas passageiras é adequado para o surgimento de doenças. Já as lagartas estão surgindo com uma intensidade menor neste ano por enquanto e o percevejo também está sob controle. Sempre recomendamos ações preventivas nesse sentido. Além disso, o clima de maneira geral tem dado condições para que o produtor possa entrar na lavoura fazer as aplicações necessárias”, finaliza o agrônomo.

 

Fonte: Diário da Manhã

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