Técnica reduz aplicação de agrotóxicos nas hortaliças
23/04/2018 - 8h03 em EMPRESARIAL

Considerado um dos métodos mais saudáveis para a produção de hortaliças, por não estarem em contato direto com o solo – o que afasta a contaminação –, o cultivo hidropônico também pode ser mais rentável, por exigir menos espaço, menor quantidade de água, menos adubação e uso racional de agrotóxicos. Em Planalto, desde 2011, Rodrigo de Barros tem se dedicado à atividade, aumentando a produção a cada ano.

Mas tornar a hidroponia um negócio lucrativo não foi tão simples. O produtor, que também é engenheiro agrônomo, fez vários cursos para adaptar as características da propriedade ao cultivo. “Se fosse fácil, todo mundo construía uma estufa. Mas além de exigir um conhecimento específico, o custo inicial não é baixo”, alerta.

No início, 300 m2 da propriedade de um hectare, localizada no bairro Grapia, foram utilizados para a produção de quatro mil pés de alface. Hoje, Barros já se prepara para atingir o marco de 25 mil pés, em 2 mil m2 de estufas. São produzidas alface dos tipos lisa, americana, mimosa, roxa e crespa, agrião, rúcula e cheiro-verde. A comercialização é realizada em Planalto e Nonoai, mas deverá ser ampliada em breve também para Ametista do Sul.

Diferenciais

No caso de Barros, a melhor opção foi a produção semanal. Os estágios da hidroponia passam pela semeadura, geração de matrizes entre 1 e 2 centímetros, transplante para a bandeja intermediária, quando a muda é formada, para depois seguir para a placa de finalização, fase em que a planta crescerá até ser colhida. Os cuidados como adubação correta, sistemas de irrigação e ventilação na estufa também auxiliam na qualidade foliar. “Sempre que colhemos, entra uma nova remessa que vai estar em produção”, explica. O melhor período de produção fica entre os meses de dezembro e abril.

O produtor fez a adaptação dos adubos necessários e optou por utilizar a espuma fenólica como base, ao invés do substrato. “O substrato pode vir contaminado ou entupir o sistema de irrigação. Já a espuma, é biodegradável”, detalha. Outro diferencial é o cuidado com a marca. O engenheiro agrônomo se preocupou em dar um nome para o seu produto e informar os componentes nutricionais do que está sendo vendido. “A HidroPlan produz com responsabilidade. Nem sempre ser hidropônico é sinônimo de qualidade. Tem muita gente que aplica agrotóxico e não respeita a carência. Aqui, nós consumimos o que produzimos”, afirma.

A produção hidropônica garante isenção de coliformes fecais e de parasitas como o caracol, que transmite doenças graves ao ser humano. “Investimos na higiene das placas, com assepsia feita com álcool 70%, utilização de luvas na semeadura e purificação da água, com cloro. Em breve, vamos utilizar o ozônio, que elimina fungos e bactérias das raízes, não deixando resíduos”, finaliza.

 

Fonte: Folha do Noroeste

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