

A partir desta sexta-feira (1º), entra em vigor a nova composição dos combustíveis no Brasil: a mistura de etanol anidro na gasolina sobe de 27% para 30%, enquanto o teor de biodiesel no diesel aumenta de 14% para 15%. A medida, anunciada pelo governo federal, tem como objetivo reduzir a dependência de combustíveis fósseis importados e pode gerar impacto direto no bolso dos consumidores, com expectativa de queda de até R$ 0,20 no preço do litro da gasolina.
A mudança ocorre em um momento de tensão comercial entre Brasil e Estados Unidos. Na última quarta-feira (30), o governo norte-americano confirmou a aplicação de tarifas de 50% sobre uma série de produtos brasileiros — incluindo o etanol, que permanece na lista de taxação, ao contrário do petróleo e seus derivados. A decisão americana é uma reação às tarifas de importação de 18% aplicadas pelo Brasil sobre o etanol estrangeiro.
Especialistas apontam que o aumento da presença de biocombustíveis na matriz energética brasileira é estratégico. Para o diretor técnico do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep), Mahatma Ramos dos Santos, os biocombustíveis são fundamentais para a autonomia energética do país. Ele relembra que o programa nacional voltado ao uso de etanol foi criado na década de 1970, justamente como resposta à crise do petróleo, com o intuito de reduzir a dependência externa. No entanto, nas últimas décadas, o setor perdeu fôlego.
Atualmente, o Brasil vem retomando investimentos no segmento, com destaque para o crescimento da produção de etanol a partir do milho, sorgo e trigo, além do avanço nas tecnologias de etanol de segunda geração (2G), que utilizam resíduos agrícolas e biomassa como matéria-prima.
A ampliação da mistura nos combustíveis representa não apenas um incentivo ao setor sucroenergético nacional, mas também um passo importante na direção de uma matriz energética mais sustentável e menos sujeita a oscilações do mercado internacional.
Foto: José Cruz/Agência Brasil
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