

Mais de um mês após a morte de dezenas de vacas leiteiras em uma propriedade rural de Novo Xingu, no norte do Rio Grande do Sul, a família Witter começa a reconstruir o rebanho e retomar a produção de leite. O episódio, ocorrido no início de janeiro, resultou na morte de 48 bovinos e causou um prejuízo estimado em cerca de R$ 600 mil.
A retomada tem sido possível graças à solidariedade de produtores rurais de diferentes municípios gaúchos. Até o momento, 23 animais foram doados, sendo 17 vacas leiteiras, que já foram incorporadas à produção da propriedade.
Segundo a produtora Ana Witter, a produção diária de leite está atualmente em torno de 400 litros. Embora o volume ainda esteja abaixo do ideal, ela considera o resultado positivo diante do cenário enfrentado. As vacas doadas estão em fase de adaptação ao novo manejo, já que muitas vinham de sistemas de confinamento, além dos desafios impostos pelas altas temperaturas registradas no Estado.
Além dos animais, a família também recebeu apoio financeiro por meio de doações via Pix. Os recursos estão sendo utilizados para a compra de novos bovinos e para a quitação de dívidas geradas após a perda do rebanho.
As circunstâncias que levaram à morte dos animais seguem sob investigação, mas análises veterinárias indicam que a causa mais provável foi a intoxicação por nitrito e nitrato. A suspeita é de que o problema tenha origem na forma como o esterco foi incorporado às pastagens.
Em condições normais, esses compostos presentes no esterco são absorvidos pelas plantas durante a fotossíntese. No entanto, a baixa incidência de sol nos dias anteriores ao episódio impediu essa absorção, fazendo com que as substâncias permanecessem nas folhas da forragem.
Ao consumirem o alimento contaminado, os bovinos converteram nitrito e nitrato em amônia, substância altamente tóxica, que provoca asfixia rápida e leva à morte em curto espaço de tempo.
As primeiras mortes foram registradas na madrugada de 2 de janeiro, na propriedade localizada na Linha Cotia, zona rural de Novo Xingu. Ao se preparar para a ordenha, o produtor Vanderlei Witter encontrou quatro vacas mortas. Outros animais apresentavam sintomas como salivação excessiva, dificuldade respiratória e incapacidade de se levantar.
A família acionou médicos veterinários e autoridades municipais ainda nas primeiras horas da manhã. Até o fim do dia, 15 animais haviam sido enterrados. Na manhã seguinte, mais 16 vacas foram encontradas mortas, e, no dia 4 de janeiro, o número total chegou a 48.
A propriedade, que atua há quase 30 anos na produção rural, também trabalha com a criação de suínos e o cultivo de soja. Mesmo diante das perdas significativas, a família segue mobilizada para reconstruir a atividade leiteira e retomar a normalidade do trabalho no campo.
Informações GZH.
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