

O Rio Grande do Sul enfrenta dificuldades persistentes para aumentar o número de doadores de sangue e garantir estoques suficientes nos hemocentros do Estado. Apesar de campanhas frequentes e da ampliação das estratégias de captação, a oferta segue abaixo do necessário para atender à demanda dos hospitais.
No Hemocentro do Rio Grande do Sul (Hemorgs), em Porto Alegre — responsável por abastecer mais de 40 hospitais da Região Metropolitana, Vale do Paranhana e Litoral Norte — a procura por bolsas de sangue é constante, mas o número de doadores costuma ser insuficiente. Situação semelhante é registrada nos hemocentros de Pelotas, Santa Maria e Passo Fundo.
Dados da Secretaria Estadual da Saúde (SES) mostram que o Hemorgs registrou 18.979 doações até 31 de outubro deste ano, superando as 18.250 realizadas durante todo o ano anterior, marcado pelas enchentes. Embora o aumento seja considerado positivo, especialistas afirmam que os números ainda ficam longe do ideal.
Para Ana Lúcia Dagord, enfermeira responsável pela captação de doadores no Hemorgs, o principal desafio é mobilizar a população. “Se não fizermos um chamamento, se não houver campanha, no máximo 30 pessoas aparecem de forma espontânea. Precisaríamos de pelo menos cem doadores por dia”, explica. Ela reforça ainda a necessidade de combater desinformações: pessoas com tatuagens ou piercings podem doar sangue, desde que o procedimento tenha sido realizado há mais de seis meses.
A queda de doações no inverno também preocupa, já que doenças respiratórias são impedimentos temporários. Homens podem doar até quatro vezes por ano, com intervalo de dois meses; mulheres, até três vezes, com intervalo de três meses.
Requisitos para doação de sangue: estar em boas condições de saúde, apresentar documento oficial com foto, ter entre 16 e 69 anos (menores de idade devem estar acompanhados de responsável), pesar no mínimo 50 kg, não estar em jejum e evitar alimentos gordurosos, ter dormido ao menos seis horas nas últimas 24 horas, não consumir bebidas alcoólicas nas 12 horas anteriores, não fumar por pelo menos duas horas antes da doação, manter boa hidratação, primeira doação permitida apenas até os 60 anos, trabalhadores noturnos devem doar após o período de descanso diurno.
As autoridades de saúde reforçam que a doação é um ato seguro, solidário e essencial para salvar vidas, e convocam a população a contribuir de forma regular.
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